Criatividade x Mediocridade? Qual você prefere?

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Em tempos de extrema competitividade, crise econômica e de excesso de trabalho, o sentimento de pressão é comum no âmbito profissional. A busca pela perfeição é recorrente e nela reside a causa, muitas vezes, de stress, de doenças físicas e psicológicas ou, simplesmente, de um sentimento de baixa estima.

Em vista da era da informação, do LinkedIn e da “síndrome” por aquisição de qualificações, talvez a humanidade esteja perdendo o que o ser humano possui de melhor: a sua essência criativa. É bastante evidente que esta tenha sido a autora de muitos dos grandes feitos realizados ao longo da história.

Como exemplo, o filme Amadeus do diretor Milos Forman,  feito há mais de 30 anos e ainda muito atual em sua narrativa, relata um episódio dos compositores Antonio Salieri e Wolfgang Amadeus Mozart, no qual a mediocridade do primeiro ofuscava a genialidade do segundo. No roteiro, a busca acirrada de Salieri por ser um grande compositor só resultou em uma jornada amargurada de imensa frustração enquanto a alegria e a espontaneidade de Mozart tornavam as obras deste crescentes sucessos e, consequentemente, imortais.

Independentemente do duelo entre Mozart e Salieri ser verdade ou não (há rumores de que a peça que originou o filme não seja baseada totalmente em fatos verídicos), a lição a ser aprendida é que o caminho mais produtivo é aquele feito com prazer, de acordo com nossos talentos, nossa essência e cuja competição é apenas com nossos próprios limites e não com ninguém. Podemos não chegar a ser um Mozart, mas com certeza seremos muito mais felizes.

Dica de filme: Amadeus (1984) – disponível no www.netflix.com;  direção: Milos Forman; roteiro: Peter Shauffer; elenco: Tom Hulce, F. Murray Abraham . O filme foi premiado com 8 Oscars dentre outros prêmios e possui uma linda direção de arte e figurino e sem dúvida uma bela trilha sonora!

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